Casos de violência doméstica e uso de álcool e drogas

Atualizado: Mai 4



Quantas vezes você pensou em fugir?

E pensou: fugir para onde?

Quantas vezes você pensou em buscar ajuda?

E pensou: quem vai me ouvir? quem vai interceder por mim?


Estatísticas comprovam de 92% dos casos de violência doméstica envolvem uso de substância como álcool e drogas. São várias fontes de pesquisa, estudos sobre o assunto e é claro muitos casos fora da contagem das estatísticas.


Quantas vezes você não dormiu por estar atormentada por pensamentos e pela dor dos ferimentos?

Pensamos em sair mundo a fora, não temos para onde ir. Pensamos nos parentes, nas autoridades sem saber muito bem o que podem fazer por nós. É uma decisão drástica que vai mudar tudo. Pensamos naquela história de amor, quando tudo começou, pensamos na sensação boa da paixão e da ilusão dessa pessoa que hoje não sabemos mais quem é. Pensamos que um dia vai tudo voltar a ser como era antes. Pensamos nas desculpas dadas por quem nos fere, as promessas e desculpas que nós mesmos tentamos achar como um fio de esperança de que uma hora para outra tudo vai mudar.

Ah! tem esse lado ruim quando bebe, quando usa drogas, mas também tem seu lado bom.

E se as desculpas não são suficientes pensamos nos filhos, na família.

Ah! O que será deles sem um pai?

E então pensamos no lado financeiro, como se virar sozinha.


Medo! Nossa mente se enche de medo criado pelo trauma e por crenças sociais limitantes.

Medo de ficar só, medo da humilhação, medo da perseguição, medo do desamparo, medo da vergonha do que os outros vão pensar, medo de enfrentar do ódio que vai gerar, medo de que tudo vai mudar, medo de ficar sem dinheiro com os filhos para criar, medo de se machucar.


Eu entendo.


É difícil numa situação dessa racionalizar que você tem o direito de respeito, tem o direito de amar em primeiro lugar. Tem direito de gostar de dançar, de querer trabalhar, estudar, progredir, evoluir. Direito de não ter relações sexuais quando não desejar. Direito de ser quem você é e se expressar. Você tem o direito de criar os seus filhos educar para amar.


Parece que não tem solução, melhor o silêncio e assim aguentar.


Não! Você tem direito a sua saúde física, mental e psicológica. Assim como você, todo o ser humano tem esse direito e assim como você muitas mulheres, filhos, pais e família sofrem em silêncio. Quem tem problemas com álcool e drogas também sofre.


Eu sei que você não deixa essa situação acontecer porque simplesmente acontece ou é assim. Você "se deixa" é diferente, por várias razões e eu compreendo quando chegamos a um ponto que parece que a única solução é sumir. Não julgo suas escolhas, mas sei que você é capaz.


O que fazer numa situação que parece não ter solução?

Um ambiente onde a há violência doméstica causa danos não só a vítima aparente, mas a todos que presenciam ou de alguma maneira estejam envolvidos. Além de causar distúrbios psicológicos, ansiedade, depressão, prejudica o desenvolvimento cognitivo e emocional.


É preciso uma análise da situação para poder orientar possíveis procedimentos. Antes de mais nada buscar amparo legal, famoso B.O. na Delegacia de Proteção à Mulher. Conforme o caso será dada os procedimentos cabíveis para garantir sua integridade.


Também, conforme o caso e análise da situação, buscar ajuda para seu companheiro buscando um terapeuta especializado em toxicodependência que poderá orientar como você deve proceder. Poderá propor um tratamento adequado ou internação.


Diferente do que as pessoas pensam essas alternativas não são para punição, um castigo, muito menos vingança. O objetivo é tornar a vida harmoniosa. E não é isso que você quer, sua vida de volta?


Toda vida tem sem valor. Você estará se ajudando e ajudando a quem você ama e a sua família. É um ato de amor.


Gabriella Tzzaddi

Psicoterapeuta 📲48 98461-2929

SB-P1301/20

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