A pior maldade é a disfarçada de bondade

Qual seria a origem da maldade ? Cientistas ainda estudam sobre a hereditariedade do "gene do mal" mas não se chegou a nenhuma conclusão. É certo que muitos concordam que há fatores, biológicos e culturais.

Isso significa que a humanidade "doente" da maldade precisa de tratamento, por enquanto psicológico, enquanto não se descobre remédio para o dito popular "maldade por natureza".


O mal, muitas vezes, pode não estar aparente. Pessoas terrivelmente cruéis podem ter discursos passivos, sóbrios, justificam sua maldade com a moralidade distorcida e são convincentes. Tão convincentes que podem até criar uma culpa na outra pessoa que não existe.


O mal em relacionamentos abusivos


O conceito de bem e mal está relacionado com a sua personalidade, seus desejos, suas expectativas e necessidades, valores. No que diz respeito ao relacionamento afetivo, são duas pessoas que já vem com uma bagagem familiar e cultural, duas personalidades, dois mundos. Para que o relacionamento dê certo é preciso entender que o outro não precisa ser igual a você, e nunca será! Porém, é preciso que estejam alinhados com seus objetivos de vida, equilibrados em seus valores, conceitos de vida.

A mulher que se sujeitou a um relacionamento abusivo, sonhou, prospectou no outro tudo que de alguma forma lhe faltava, mesmo que não aparente é a carência que fala mais alto. A carência feminina é a falta de algo, seja num momento emocionalmente difícil, seja pela criação, traumas, etc.

Nesses momentos é que pode surgir o perigo de ser envolvida por alguém de coração obscuro. Aquela pessoa que surge "no momento certo, na hora certa". Aquela pessoa perfeita que dá ou você acha que dá exatamente o que você precisa, carinho, atenção, elogios, companhia. Dura intensamente alguns dias, alguns meses e de repente você nota que o tratamento vai mudando. Agora essa pessoa elogia, mas também desfere palavras rudes, quase não dá atenção e reclama quando você pede, o carinho se torna atos de possessividade, ciúme. Gostava de tudo que você gostava, concordava. Ou você que se anulava? Agora já não gosta mais, já não deixa você ter seus momentos, escutar suas músicas, sair sozinha. Está sempre pedindo explicações, isso não é preocupação, é controle. É ceifar a liberdade.

Quando você entra nessa situação e não toma uma atitude o abuso aumenta. Qualquer contrariedade já é motivo de acaloradas discussões, ofensas, humilhações, agressões. Triste com o emocional abalado você se apega as migalhas e a lembranças daquilo que alguns poucos dias foi bom. Continua repetindo as mesmas atitudes na falsa esperança de tudo voltar como era antes.

Aquilo que te fere não justifica os momentos de alegria que você tem.


Como lidar e identificar pessoas más?


Em primeiro lugar o autoconhecimento é essencial. Saber quem você é, saber lidar com o momento que está passando, o que você quer para sua vida, auto cuidado, auto aceitação, como preservar o seu emocional, o que você precisa melhorar. Uma pessoa que tem a maldade em si não tem padrão em relação a idade, status social, cultura, educação. Pode estar na família, um pai, um tio e no seu relacionamento afetivo.


Algumas atitudes é preciso observar:


  • Sedução, olhar profundo, lábia: Essa pessoa te seduzirá aproveitando dos seus pontos fracos, pontos de carência, usando de conversas bem estruturadas que você se identifica, elogia para fazer se sentir valorizada. Faz planos, promessas.


  • Chantagem emocional: Com você envolvida surgirá a chantagem e você não terá como negar. Muitas vezes, você nem percebe, pois não é uma chantagem direta. Mas você sabe que se não estiver de acordo "perderá" a pessoa. Então se cria a culpa, afinal essa pessoa está sendo boa para você e então você não escapa do abuso mental.

Aqui se acaba a autoestima e o controle de sua própria vida. Joguinhos de dominação, possessividade e agressão vem de muitos fatores psicológicos, podem estar em armadilhas disfarçadas de romantismo. O fato é que quando você se sente ameaçada, desconfortável com certas atitudes, não leve isso adiante. A melhor opção é o afastamento.


O que fazer?


Ao menor sinal de que a pessoa não aquilo que se diz ser, se afaste. Compare a evolução do relacionamento conforme a pessoa vai se revelando sem justificativas para a maldade da pessoa. Não se culpe por ser auto preservar ou porque não deu certo. A culpa não é sua mas a responsabilidade pelas suas ações sim, você é responsável pelo comando da sua vida. A qualquer momento é o melhor momento de sair de um relacionamento abusivo, se tem dificuldades peça ajuda, de preferência a um profissional.


Aliás, o melhor maneira de ter poder é ser dona de si.


Posts recentes

Ver tudo